Por Saulo H S Silva
Faz muito tempo que não escrevia nada,
Nem mesmo poemas nas folhas em branco
Dos velhos cadernos de anotações perdidas.
De repente, não desejava registrar nada
Porque a essência da poesia era irregistrável,
E eu não conseguiria exprimi-la por palavras.
Não era só poesia, não escrevia absolutamente nada!
Nem mesmo memórias em agendas de anos passados,
De modo que não sei muito bem como foram os dias.
Mas não quer dizer que por não escrever nada
Eu não via e nem tinha experiências das coisas;
Ao meu redor, tudo estava repleto de poesia!
Só não escrevia porque não existia interesse em nada,
As coisas eram mornas e não havia espanto nas imagens que via;
Não estava triste, nem alegre e lentamente se passavam os dias.
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| [Equilibrium, do artista plástico estadunidense Jonathan Viner] |
Faz muito tempo que não escrevia nada,
Nem mesmo poemas nas folhas em branco
Dos velhos cadernos de anotações perdidas.
De repente, não desejava registrar nada
Porque a essência da poesia era irregistrável,
E eu não conseguiria exprimi-la por palavras.
Não era só poesia, não escrevia absolutamente nada!
Nem mesmo memórias em agendas de anos passados,
De modo que não sei muito bem como foram os dias.
Mas não quer dizer que por não escrever nada
Eu não via e nem tinha experiências das coisas;
Ao meu redor, tudo estava repleto de poesia!
Só não escrevia porque não existia interesse em nada,
As coisas eram mornas e não havia espanto nas imagens que via;
Não estava triste, nem alegre e lentamente se passavam os dias.

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