Por Saulo Henrique Souza Silva
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| Para o filósofo originário Heráclito de Éfeso, o fogo é a arkhé (princípio) de todas as coisas. É assim porque o filósofo advogava que a mudança é inerente a toda existência. Por isso, segundo Heráclito, em um dos fragmentos que chegaram à posteridade, "todas as coisas são permutas de fogo" (fragmento 90). I
Algo que nunca se tornou permanente
Pode, em algum dia sublime, vir a ser?
Como passar a ser o que ainda não sou,
De modo a permanecer ininterrupto tal e qual?!
Pois, se sempre estou deixando de ser,
Em qual feliz momento poderei dizer que sou,
Se não sou em nenhum instante o mesmo?
II
Mas, sei que vivo!
São tantas as vontades, os desejos...
E os sentimentos não enganam.
Às vezes choro como criança,
Outras sorrio como palhaço,
Sinto calor, às vezes, sinto frio,
Então, como posso duvidar que sou,
Mesmo mudando a cada instante?
III
Ah! Não sou parmenídico,
Não acredito que exista esse Ser-que-é
Sempre constante, indivisível, idêntico...
Afinal, sou com percebe a minha sensibilidade:
A constante mutação do cambiar incessantes!
O devir é causa eficiente de mim mesmo,
E assim, eu-sou, não-sendo a cada momento.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
EU SOU, NÃO SENDO
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Um comentário:
Bárbaro! Parabéns por Ser!
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