Minha Doce e Bela Feiticeira,
Tirar-te-ia do papel avulso
De algum libertino do Século XVIII,
Cujo olhar de lince o desejo não disfarça
E a boca embevecida constantemente revela.
Mas, quem vê o teu rosto lindo de boneca,
E o corpo felino envolto em epiderme fina,
Com o caminhado de gata sensual, mas medrosa,
E a voz a entoar palavras de forma tímida e vagarosa.
Jamais saberás por que tu és a doce Feiticeira...!
E ao que parece nem o mais habilidoso Poeta
Em seu trabalho de horas a fio com papel e pena
Jamais descrever teus trejeitos conseguiria.
Afinal, tu és mulher tão insondável e faceira,
Um grande segredo, um modelo, um paradigma!
(Por, Saulo Henrique Souza Silva)
Nenhum comentário:
Postar um comentário