Por, Saulo Henrique Souza Silva
| Homem Sentado (período neolítico) |
Sou um oposto em mim mesmo!
Perco-me e encontro-me na eterna mudança,
Vejam-me: sou o que sou sendo o que não sou.
Não sou sempre o mesmo,
Sou o eterno movimento;
Movimento das paixões.
Meu corpo comporta o conflito dos contrários:
O forte e o fraco,
O lento e o rápido.
Tudo que sou provém da guerra!
Da disputa das disposições internas,
Do querer e do não-querer.
Dos desejos, dos desesperos, dos apetites.
Do deleite e do prazer,
Do incomodo e do desprazer.
Mas, contínuo o que sou.
Pois, sou tese e antítese.
Na verdade, sou a síntese,
Desse eterno movimento.
Sou a constante geração,
A unidade dos opostos:
O amor e o ódio,
O conflito e o acordo!
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