A folha seca que cai levemente
Fecundando o chão agradecido;
O novo fruto que desabrocha
Vizinho a outro apodrecido;
Enquanto o filhote terno do pardal
É alimento do carcará enfurecido,
As formigas, bem organizadas,
Devoram, impiedosas, o pão esquecido.
Como o tamanduá tão narigudo
Sondando o formigueiro desprotegido,
Muitas vezes a dor da morte ferina
Equivale à alegria do viver quase perdido!
E o que seria do carcará rapace
Se não devorasse o filhote inofensivo?
Isto porque na natureza contradição
A morte e a vida é algo bem parecido!
(Por, Saulo Henrique Souza Silva)
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