Apolo com a cítara e a serpente Píton./ Drinking Bacchus (1623), por Guido Reni.
Obra romana, século II a.C., do templo
de Apolo em Cirene, hoje no Museu
Britânico, Londres.
Obra romana, século II a.C., do templo
de Apolo em Cirene, hoje no Museu
Britânico, Londres.
(Por Saulo Henrique Souza Silva)
Estar sóbrio é ser sábio,
Falar com consciência das palavras.
Como levam vantagem os sóbrios!
Afinal, Quem haverá de dar ouvidos a um ébrio,
Entregue aos desejos, transviado por paixões?!
Assim discursava o poeta que louvava a austeridade.
Mas e os prazeres infindáveis do corpo,
Do vinho a fluir lentamente com o sangue,
Da loucura prazerosa, de todos os amores?
Estar ébrio faz parte da História!
Os homens sempre estiveram presos às suas paixões.
Justificava o poeta amante dos prazeres mundanos.
De repente uma voz prudente se sobressai ao debate e exclama:
“Ah inconseqüentes! O primeiro despreza o corpo;
O segundo está totalmente preso aos seus desejos.
Não vêem que apenas velam o real homem histórico?!
Quando houve em um homem tal santidade,
Diga-me mestre do caráter?
E tu, insensato, quem sobreviveria a tal embriaguez?
Apenas se apegam isoladamente aos princípios do homem,
Mas não vêem realmente o homem,
Sim seus contrastes que defendem com ardor
Como se fossem a verdade incontestável.
O austero louva o caráter,
O ébrio defende a embriaguez.
Cegos, cegos e cegos;
O real homem histórico é austero e ébrio!”

2 comentários:
ADOREI!
Adorou né? Sabia que iria gostar, viu que a palavra vinho ficou com a cor que lhe é própria, destacando-se das demais palavras?
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