Por, Saulo H. S. Silva
(Foto da NASA, Netuno e sua Lua)
São nesses dias de grande solidão
Que as lágrimas inundam a íris,
O sono se mistura com o pesadelo,
O tormento retira a paz desejada
E o peito apertado sufoca o
coração.
São nesse dias de grande tentação
Que a falta nos conduz ao tormento
Pela ausência da bela lua de Netuno
A iluminar a longa estrada da vida
E retirá-la de toda essa confusão.
São dias como esses, dias de cão...
Que se repetem em ciclos incessantes
Pela permanência da distância
ferina
A qual, como faca bem afiada, fere
a alma
E destrói impiedosamente o corpo malsão.
Ah! São nesses dias de grande emulação
Que o desejo da minha heroína da
Tessália,
Perdida por mim mesmo, por meus
caprichos,
Aflora avassaladoramente na mente arrependida
E a vida é somente saudade, choro
e lamentação.
São em dias como esses, dias de
cão...
Que apenas o abraço terno de tua
luz,
O beijo quente de teus lampejos de
fogo
E o solo firme de corpo tão quente
e fogoso
Iluminaria minha vida com apenas
um clarão.
Nesses recentes dias eternos da
mais triste solidão...

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