Por, Saulo Henrique Souza Silva
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| (Escultura de Antônio da Cruz) |
Diante das indefinições da tradução do que nos circunda
As
possibilidades renitentes estão sempre a nos trair;
O
que nos resta é vislumbrar as voltas que o mundo dá,
Pois
a certeza que temos é a consciência de toda incerteza!
E
nesse tempo de crise existencial que tanto se aprofunda
Os
dilemas nada mais são que reflexos da história a ruir
O
que nos sobra, “bípedes implumes”, é divisar a saída,
Pois
só o homem pode saber a causa de tamanha avareza!
E
as desilusões emergem como câncer na nossa consciência,
Brotam
desta sede ardente e tirânica de irrestrita liberdade
Como
se soubéssemos efetivamente o que é estar liberto!
Assim
as quimeras nos põem em estado de tenaz indigência,
Desejamos
e vivemos de menos a tão querida subjetividade
Pois,
o desejo do homem moderno é tão somente o suposto!

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