terça-feira, 14 de abril de 2020

TENTAÇÃO NA ALDEIA: DA OBRA DE FRANZ KAFKA

TENTAÇÃO NA ALDEIA*

(Franz Kafka)



      
              
      Em um dia de verão, ao anoitecer, cheguei em uma aldeia onde eu nunca tinha ido. Observei com espanto o quanto os caminhos eram largos e afastados. Via-se por toda a parte árvores velhas muito altas em frente às fazendas. Tinha chovido, o vento era fresco, tudo isso me agradava bastante. Eu me aplicava em mostra-lo saudando as pessoas em pé diante de suas portas e elas respondiam amavelmente, mas não sem reticência. Eu pensei que seria agradável passar a noite nesta localidade se, contudo, eu encontrasse um albergue.
     No momento mesmo em que passava em frente a um grande muro de celeiro todo coberto de folhagem, uma pequena porta se abrira no muro, três rostos mostraram-se, desapareceram, e a porta se fechara.
   -- Bizarro, eu disse, virando-me para o lado como se tivesse companhia. E, de fato, como para suscitar meu desconforto, um homem bem alto vestido com um colete negro de tricô, sem chapéu nem casaco, se encontrara ao meu lado fumando um cachimbo. Eu me recompus rapidamente e disse, fingindo já saber que ele estava lá:
   -- A porta! Você também viu como essa portinha se abriu?
   -- Sim, disse o homem, mas em que isso é bizarro? São os filhos do agricultor. Eles ouviram os teus passos e quiseram ver quem andava lá tão tarde à noite.
   -- Certamente, a explicação é simples, digo eu sorrindo, tudo parece facilmente bizarro a um estranho. Agradeço-te. E continuei o meu caminho. Mas o homem me seguia. Não fiquei surpreso, poderia ser que ele tivesse o mesmo caminho que eu, mas isso não explicava porque deveríamos andar um atrás do outro e não lado a lado.
    Eu me virei e disse:
  -- É o melhor caminho para chegar ao albergue?
  O homem parou e disse:
  -- Não temos albergue ou, melhor, temos um, mas ele é inabitável. Ele pertence à comunidade, mas como ninguém quis compra-lo a comunidade o cedeu há muitos anos para um velho inválido que até agora está sob sua responsabilidade. No momento, é ele que tem o albergue com a sua mulher, e, de tal maneira, quando se passa em frente à porta o ar que sai de lá empesteia. Na sala, o pé desliza na sujeira. Miserável negócio, uma vergonha para a aldeia, uma vergonha para a comunidade.
  Eu tinha vontade de contradize-lo; seu ar, seu rosto, sobretudo, me incitavam, rosto magro somado às suas faces amareladas, alongadas, rechonchudas, percorridas por rugas negras, que se deslocavam conforme aos movimentos do maxilar.
  Olha, disse eu sem mais me espantar a respeito desse estado de coisas, depois continuei:
  -- Entretanto, é lá que vou habitar, já que decidi passar a noite aqui.
  -- Neste caso, certamente, disse o homem precipitadamente, mas para chegar ao albergue, é preciso ir por ali, e me mostrou a direção de onde vim. Vá até a próxima curva e pegue à direita. Verá em seguida uma placa de albergue. É lá.
   -- Eu o agradeci pela informação e passei por ele que, nesse momento, me observava bem de perto. Evidentemente, eu estava sem armas diante da possibilidade de ele ter me indicado uma falsa direção. Em compensação, eu podia garantir em não me deixar desarmar nem pelo fato que me forçava a passar na frente dele, nem por sua pressa surpreendente de abandonar suas advertências sobre o albergue. O albergue, qualquer um poderia também me indica-lo, e se ele estava sujo, eu seria capaz por uma vez de dormir na sujeira, visto que meu espírito de independência fosse satisfeito. Aliás, eu não tinha escolha, já escurecia, as estradas estavam alagadas pela chuva e o caminho era longo até a próxima vila.
    Eu tinha deixado o homem atrás de mim e eu contava então não mais ocupar-me dele de todo, quando ouvi uma voz de mulher falar-lhe. Virei-me. Sob um grupo de plátanos, uma mulher grande surgiu diretamente da escuridão. O seu vestido tinha reflexos de um castanho amarelado, a sua cabeça e ombros estavam cobertos com um lenço negro em grossas malhas.
   -- Volte, disse ela, porque não vem?
  -- Eu vou, disse ele, espere mais um pouco. Quero ficar pra ver o que esse homem vai fazer. É um estrangeiro. Ele anda no país sem a menor necessidade. Observe-o.
  Falava de mim como se eu fosse surdo ou não compreendesse a sua língua. Sem dúvida, eu não dava muita importância ao que ele dizia, mas naturalmente me desagradou que ele apregoasse não que falsos rumores a meu respeito na vila. Então digo para a mulher:
  -- Busco o albergue, nada de mais. O seu marido não tem o direito de falar de mim nesses termos e de te levar talvez a fazer um mau juízo de mim.
  É com dificuldade que a mulher olha pra mim, ela volta a seu marido – eu tinha visto pensando que era o seu marido. Havia entre eles relações tão diretas, tão naturais –e coloca a mão sobre seu ombro:
  -- Se quiser alguma coisa, dirija-se ao meu marido e não a mim.
 -- Eu não quero nada, eu disse, furioso por ser tratado dessa maneira, não me preocupo com você, retribua-me então o favor, é tudo que lhe peço.
  A cabeça da mulher estremecia. Eu pude ainda me dar conta no escuro, mas não vi mais a expressão de seus olhos. Ela quis aparentemente responder alguma coisa, mas seu marido lhe disse: “Cale-se!” e ela se calou.
  Esse encontro parecia-me definitivamente resolvido. Eu virei as costas, decidido a continuar o meu caminho, quando alguém chamara: “Senhor”. Era sem dúvida a mim que se reportava. Por um instante eu não soubera de onde vinha a voz, depois percebi acima de mim um jovem homem que, assentando as pernas dependuradas sobre o muro da fazenda, batia os joelhos um contra o outro e me dizia com um tom negligente:
  -- Ouvi dizer que quer passar a noite na aldeia, mas não encontrará em nenhuma parte alojamento possível, salvo aqui, nesta fazenda.
  -- Nesta fazenda, disse, e lance um involuntariamente um olhar interrogador – isto me deixou furioso consequentemente – sobre o homem e a mulher que estavam sempre lá, apertados um contra o outro e me observavam.
  -- É assim, ele disse, e havia arrogância em sua resposta, como em toda as suas atitudes, aliás.
  -- Alugam leitos aqui? Perguntei mais uma vez para estar seguro e para obrigar o homem a se colocar no papel de senhorio.
  -- Sim, disse ele, e seu olhar estava um pouco desviado de mim, cedemos leitos para a noite, mas não para todo mundo, unicamente a quem eles são ofertados.
  -- Eu aceito, eu disse, mas naturalmente pagarei tanto o leito como o albergue.
  -- Por favor, disse o homem que há muito tempo olhava por cima de mim sem me ver, você não será lesado.
  Estava sentado acima como o mestre, eu estava embaixo como o doméstico. Eu tinha vontade de lhe jogar uma pedra para obriga-lo a se animar um pouco. Em vez disso, falei:
  -- Então, abra-me a porta.
  -- Ela não está fechada, disse ele.
  -- Ela não está fechada, eu repeti murmurando. Quase sem me aperceber, abri a porta e entrei. Logo que entrei, olhei por acaso sobre o muro e o homem não estava mais. É preciso crer que ele tinha saltado abaixo a despeito da altura do muro e, agora, talvez estivesse em conferência com o casal.
  -- Livres para concertarem-se, o que poderia acontecer a um jovem homem como eu que possuía um pouco mais de três florins em espécie e ter, de resto, não mais do que uma camisa própria em sua mochila e um revolver no bolso de sua calça. Essas pessoas, aliás, não tinham de todo o ar decidido de roubar alguém. Mas então, que poderiam querer de mim?
  O jardim era mal arrumado, que encontramos comumente nas grandes fazendas. O seu sólido muro de pedra tinha prometido mais. Cerejeiras desfloridas, divididas de modo regular, erguiam-se na grama alta. Via-se ao longe a casa do fazendeiro, um edifício comprido e reduzido ao térreo. Já escurecia, eu era um hóspede tardio. Se o homem empoleirado sobre o muro tivesse me dito alguma mentira, eu arriscava muito a me encontrar em uma posição desagradável. No caminho, não encontrei ninguém, mas chegando a alguns passos da casa, percebi, pela porta aberta na primeira sala, dois grandes idosos, o marido e a mulher que, sentados de costas um para o outro e o rosto virado para a porta, comiam uma espécie de papa em um prato. Eu não distinguia nada de mais preciso no escuro, havia somente no casaco do homem alguma coisa que brilhava, como ouro. Os botões, sem dúvida, ou talvez sua corrente do relógio.
  Eu os saudei e disse em seguida, sem entretanto cruzar o limiar:
  -- Como eu buscava justamente um lugar para passar a noite na aldeia, um jovem homem sentado no muro de seu jardim me disse que pagando pode-se uma noite na fazenda.
  Os dois velhos tinham colocado suas colheres na papa, estavam encostados em seu banco e me observavam em silêncio. A sua atitude não tinha nada de muito convidativa. É porque acrescentei:
-- Eu espero que a informação que me deram esteja correta e que eu não os importunado inutilmente.
  -- Eu disse isso muito alto, porque eles eram também ruins de ouvido.
  - Aproxime-se, disse o homem depois de um tempo.
  É unicamente porque era tão velho que obedeci-lhe. De outro modo, naturalmente teria exigido dele uma resposta tão clara como foi a minha questão. Seja o que for, eu disse cruzando o limiar:
  -- Se o fato de me hospedar devia causar-lhe o menor tédio, por ínfimo que seja, diga-me francamente, eu não insisto. Irei ao albergue, isso me é absolutamente igual.
  -- Ele fala tanto, disse a mulher em voz baixa.
  Isso não podia ser dito senão na intenção de me insultar. Assim, respondia as minhas gentilezas com insultos, mas era uma mulher velha e eu não podia me defender. E talvez era justamente por causa dessa impotência em me defender que a observação da mulher – a qual eu não ousava ripostar – agia sobre mim muito mais profundamente que ela não merecia eu fazê-lo. Eu sentia aí alguma coisa que autorizava não sei que reprovação, não porque eu tinha falado muito, pois eu efetivamente não disse senão o necessário, mas por outras razões que tocavam muito de perto à minha existência. Eu não disse mais nada, não insistir para obter uma resposta, avistei um banco próximo em um canto escuro e ali me sentei.
  Os velhos recomeçaram a comer, uma jovem moça saiu de um quarto vizinho e pusera uma vela acesa sobre a mesa. Enxergava-se no momento ainda menos do que antes, tudo estava contraído no escuro, só a pequena chama vacilava acima da cabeça ligeiramente inclinada dos velhos. Muitas crianças vindas do jardim entraram correndo, um deles caiu no chão e começou a chorar, os outros pararam no meio de seu curso e ficaram dispersos no quarto. O velho disse: “Vão dormir, crianças”.
  Logo, eles se juntaram. Do que chorava só se ouvia soluços. O menor me pega pelo casaco, como se pensasse que eu devesse acompanha-los. E, visto que eu tinha efetivamente vontade de ir me deitar também, eu me levantei e deixei o quarto sem dizer nada, como adulto, em meio a crianças que diziam boa noite com uma voz forte e unida. O rapazinho afável me pegava pela mão, o que permitia me orientar facilmente no escuro. Logo, chegaríamos a uma escada que escalaríamos e iríamos ao sótão. Percebia-se uma magra lua crescente por uma pequena claraboia aberta no teto. Era um verdadeiro regozijo de andar em cima – a minha cabeça quase a ultrapassava – e respirar o ar ao mesmo tempo tépido e fresco. Palha era colocada em monte de terra, contra um muro. Havia também bastante lugar para eu pudesse me deitar também. As crianças – dois meninos e três meninas – se despiram rindo. Eu me lancei sobre a cama todo vestido, depois de tudo. Eu estava entre estranhos e não podia pretender ser aceito nesta casa. Apoiado sobre os cotovelos, eu olhei um instante as crianças que jogavam em um canto, metade nus. Depois eu me senti tão cansado que coloquei a cabeça sobre a minha mochila, estirei meus braços, deixei meus olhos vaguearem um pouco sobre as vigas do teto e dormi.
  Em meu primeiro sono, acreditei ainda ouvir um dos filhos gritar: “Atenção, ele vem!”, depois o barulhinho das crianças correndo para as suas camas em minha consciência dissolvendo-se.
  Eu certamente tinha dormido muito pouco, porque quando eu despertei, a luz da lua caia no mesmo lugar sobre o assoalho, quase sem mudança. Tendo dormido um sono profundo e sem sonhos, eu não compreendia porque tinha despertado. É então que vejo a meu lado, talvez à altura da minha orelha, um cão minúsculo e desgrenhado, um desses repugnantes cachorrinhos com a cabeça relativamente grande e enquadrada com pelos encaracolados, na qual os olhos e o focinho são encaixados suavemente, tais como joias talhadas em algum bloco de chifre inerte. Por qual acaso esse cão, um cão de cidade grande, veio à aldeia? O que é que o levava a circular na casa à noite? Por que ele ficava perto da minha orelha? Eu cuspi como um gato para fazê-lo partir. Era talvez um brinquedo para crianças e estava sem dúvida simplesmente deixado perto de mim. Meu cuspe o afastara, mas ele não se foi de vez, contentou-se em voltar e ficar de pé sobre suas pequenas patas torcidas, mostrando um corpo que parecia pequeno e murcho, sobretudo em comparação com a sua cabeça grande. Como ele estava tranquilo eu quis dormir, mas não o podia, eu não cessava de vê-lo no ar. Quase diante de meus olhos fechados, o cão que se balançava e os olhos que lhe saíam da cabeça. Era insuportável, eu não podia manter esse animal perto de mim. Eu me levantei e o peguei em meus braços para leva-lo para fora. Mas o animal até aí tão apático começa a se defender e tenta me pegar em suas garras. Eu fui então forçado a prender também as suas pequenas patas, o que não deixava de ser fácil pois eu podia mantê-las todas as quatro em uma mão.
  - Aí, meu cãozinho, digo me pendendo para a pequena cabeça excitada na qual os laços se sacudiam e eu parti com ele no escuro em busca da porta. Eu não notara agora o quanto o cão estava silencioso. Ele não latia nem ladrava, mas o sangue batia furiosamente em todas as suas artérias, eu bem o sentia. Após ter dado alguns passos – minha atenção voltada para o cão me tornava imprudente – eu mirei, para minha decepção, sobre um dos filhos que dormiam. Fazia completamente escuro agora no sótão, a pequena claraboia não deixava mais passar senão um pouco de luz. A criança suspirou, fiquei imóvel um instante, sem mesmo retirar a ponta do meu pé temendo desperta-la ainda mais por uma mudança de posição. Era muito tarde, eu vi subitamente as crianças se erguerem em torno de mim em suas camisas brancas, como se lhe dessem a palavra, como em uma ordem. Não era minha culpa, eu não tinha acordado senão uma criança. Esse despertar ainda não tinha sido um, não era senão um ligeiro incômodo sobre o qual um sono de criança facilmente triunfaria. E eis que estavam todos despertos:
  -- Crianças, eu disse, que querem? Vão dormir.
  -- Você traz alguma coisa, diz um menino e todos os cinco bisbilhotam-me.
  -- Sim, eu disse, não tenho nada a esconder. Se quiserem levar o cão, tanto melhor. Eu levo este cão para fora. Ele me impediu de dormir. Sabem a quem ele pertence?
  -- À Senhora Cruster, é ao menos o que acreditei discernir de suas exclamações confusas, indistintas, adormecidas, previstas unicamente em seu uso mútuo e não para mim.
  -- Então quem é a senhora Cruster? Perguntei, mas não recebi nenhuma respostas das crianças agitadas. Uma delas me tomou o cão, agora bem calmo, e o levara rápido enquanto todas a seguiam.
  Eu não queria ficar aqui sozinho. A minha sonolência, aliás, passou. Hesitei um instante, parecia-me que eu misturei demasiado aos negócios desta casa onde ninguém tinha me mostrado muita confiança, mas eu acabei correndo atrás das crianças. Eu ouvia seus pés tatearem quase na minha frente, mas na escuridão total e nesses caminhos desconhecidos, eu tropeçava toda hora e dei de cabeça uma vez dolorosamente contra o muro. Reencontramo-nos enfim no quarto onde eu tinha encontrado os velhos. Estava vazio. Pela porta aberta, via-se o jardim banhado de raios do luar: “Vai lá fora, disse a mim mesmo, a noite está quente e clara. Poderá continuar a caminhar ou mesmo dormir ao relento. É verdadeiramente bastante absurdo ficar aqui correndo com essas crianças”. Mas eu continuava a correr, não tinha deixado no sótão, além do mais, meu chapéu, minha bengala e minha mochila? Mas como as crianças corriam! Este quarto iluminado pela lua elas o tinham atravessado voando em suas camisas flutuantes, em dois saltos, assim como eu o tinha visto distintamente. Veio-me a ideia de que assustando as crianças, organizando uma corrida através da casa, semeando o rumor sobre a minha passagem em lugar de dormir (os passos das crianças com os pés descalços eram com dificuldade perceptíveis ao lado de minhas pesadas botas), e ignorando além disso quais podiam ser as consequências de tudo isso, eu agradeci dignamente esta casa pela pouca hospitalidade que ela tinha.
  Repentinamente, uma viva luz apareceu. Diante de nós, em um quarto onde se abriam amplamente várias janelas, uma mulher delicada estava sentada em uma mesa e escrevia à luz de um grande e elegante abajur. “Crianças!”, gritava ela, espantada. Ela não me via ainda, eu fiquei em frente à porta, no escuro. As crianças colocaram o cão sobre a mesa. Elas pareciam amar muito esta mulher, tentavam olha-la nos olhos. Uma menina lhe pegou-lhe a mão e a acariciava. Ela deixava fazê-lo, vendo com dificuldade. O cão estava colocado diante dela sobre a carta que ela estava escrevendo. Ele lhe estendia a sua pequena língua tremulante que se soltava claramente, quase diante do abajur. As crianças pediram a autorização de ficar e mimaram a mulher para obter-lhe o consentimento. Ela estava indecisa, se levantara, estendeu o braço, designa com a mão a única cama e o chão duro. Mas as crianças não quiseram parar aí e se deitaram na terra, por acaso do lugar onde se encontravam. Com as mãos cruzadas sobre os joelhos, a mulher observava as crianças sorrindo. De vez em quando, uma criança levantava a cabeça, mas como ela via que as outras estavam sempre deitadas, ela se deitava de novo também. 

Tradução livre feita por Marcelo Primo da edição francesa que está em KAFKA, Franz. Journal. Traduit et présenté par Marthe Robert. Paris: Bernard Grasset, 1954, p. 357-366. O texto foi escrito por Kafka em 11/06/1914.

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