Por, Saulo Henrique Souza Silva
| Pintura do inglês William Hogarth (1697-1764) |
Eu sou demasiadamente homem
Sou carne, sou ossos e cartilagens,
Sentimentos, raivas e
angustias.
Sou a vaidade, às vezes o desânimo!
Eu sou completamente matéria
E espero estar bem certo
disso,
Pois desprezo a ideia do espírito,
Quero somente a plenitude
do agora!
De que me vale todas as falsas
ideias,
O confabular renitente com
o imprevisto?
Não sou luz, nem sou
trevas ou nevoeiro:
Eu quero sim é dos rótulos estar
liberto!
Afinal, de que me vale
tantas vãs palavras,
Quando a morte não margeia
minha porta?
Não sou a empáfia, sou adepto
do razoável:
E aquilo que me desperta é
meu único alvo!
Um comentário:
Por mais que eu diga ser.
Não sou.
Por mais que eu tente negar o que sou, tenho meu inconsciente a martirizar-me dizendo: É isto, o que tu és.
"jonaspaladino"
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