Por, Saulo Henrique Souza Silva
A nebulosidade da noite às
vezes é muito longa
Obscurece com seu crepúsculo
todo o horizonte
E nos deixa demasiadamente
cegos, obnubilados,
Tateando trilhas em meio às
sombras da incerteza.
Assim a escuridão
impiedosa subtrai toda a luz,
Encerra o saber dentro de
sua caverna caótica;
Ocultado o belo, nos impõe
o reino do efêmero,
Circunstância que despreza
quaisquer certezas!
Mas a própria efemeridade do
mundo das sombras
Dá lugar ao porvir renitente,
quase providencial,
E de repente a luz reaparece
como uma fênix.
Só então é possível
divisar as coisas com nitidez,
Chegamos ao fim da cegueira,
do delírio terrível;
Ao cabo, a realidade tornou-se bela e inteligível!

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