Por Antônio Carlos dos Santos*
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O
dia 7 de setembro de 2021 ficará na história como um dos mais sinistros de
nossos tempos. A data é, deveras, significativa. Ela é, tradicionalmente,
voltada ao protesto cívico. Ou seja, ela nos faz lembrar que há quase 200 anos
nós nos tornamos independentes de Portugal, mas jamais atingimos um patamar de
país com justiça social, democracia consolidada e economia estável,
razão pela qual precisamos manifestar nosso inconformismo visando a
melhorar nossas instituições e nosso povo enquanto nação.
Contudo, o que marcou esse dia, do nosso ponto de vista, foi a turba que marchou em várias cidades brasileiras em apoio ao atual mandatário do país, exigindo, entre várias aberrações, o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, dentre outros despautérios. Autointitulando-se de “patrióticos”, queriam, pelas vias democráticas, acabar com a própria democracia, já tão fragilizada. Saberiam o que significa “patriotas”? Teriam noção da expressão “pátria”? Ao que tudo indica, não.
